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L.E.Veiga Advogados

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Open Space na planta, vigilância e punição na prática: o erro é seu, o êxito é deles - Advogado L.E.Veiga Advogados Employee Review

1.0
Apr 27, 2026
Recommend
CEO approval
Business Outlook

Pros

Ambiente limpo e organizado, regime híbrido.

Cons

Classificar o ambiente como “tóxico” é simplificar demais. O escritório é pautado em um ambiente estruturalmente abusivo, baseado em cobrança desproporcional, ausência de responsabilização da gestão e incentivo constante a cargas de trabalho incompatíveis com qualquer parâmetro razoável, sempre disfarçadas de “oportunidade de crescimento”. A gestão é imune à autocrítica. O “mea culpa” existe no discurso, mas qualquer falha é automaticamente atribuída ao profissional, com exposição vexatória recorrente. Não há revisão real de processos. O resultado é previsível: turnover alto e contínuo. Em suma, as pessoas saem, a gestão permanece e os problemas também. A sobrecarga não é exceção, é método. Exige-se desempenho muito acima do cargo, sem ajuste salarial. Quando há falha, a responsabilidade é sempre individual, quando há êxito, o mérito é do escritório. A cultura propagada é o oposto da realidade. Fala-se em colaboração, desenvolvimento e “open space”, mas isso se limita à ausência de paredes. O ambiente é de vigilância, exposição e necessidade constante de validação. Discordar não é bem-vindo, o espaço existe essencialmente para concordar. As reuniões semanais deixam isso evidente. Sob o rótulo de “critical thinking”, há longos monólogos baseados em discursos típicos de autoajuda corporativa. Frases como “quem quer dá um jeito”, “todos têm as mesmas 24 horas”, “só tem burnout quem não tem propósito” ou “tem muita gente lá fora querendo essa vaga” são recorrentes e usadas para justificar cobranças desproporcionais e invalidar qualquer contextualização. Há abertura formal para participação, mas qualquer contraponto é mal recebido. O espaço serve para reforçar cobranças, expor falhas e consolidar a ideia de que os profissionais são insuficientes, com frases como “quem trabalha das 08h às 18h nunca vai chegar a lugar nenhum”, “aqui tá cheio de profissionais medíocres”, "as 03h da manhã eu to trabalhando" e “se a meta foi batida foi apesar de vocês”. As "fofocas" ou "conversas paralelas" são tratadas como desvio de caráter nos discursos institucionais, mas os rumores geralmente partem da própria gestão ou de profissionais próximos. Quando conveniente, é não apenas tolerada como incentivada, quando contrária a alguma ideia da gestão, vira instrumento de desqualificação. A exposição pública é recorrente e vexatória, especialmente em reunião de equipe. Falhas são amplificadas e utilizadas como exemplo, buscando a retaliação não apenas do "ato praticado" mas do profissional. A exposição não encerra com a saída do funcionário, ao contrário, ainda que peça demissão ou seja dispensado, seu caráter e capacidade técnica seguem sendo rechaçados pela gestão em reuniões semanais e o egresso é tratado como incompetente ou ingrato. Se obtém êxito posteriormente, o escritório reivindica o resultado com narrativas como “fulano não é bom, o escritório o fez bom”. Basta um desalinhamento com o que a gestão acredita ser digna, ainda que apenas na forma de saída, para que a narrativa seja rapidamente ajustada e o profissional passe a ser retratado de forma negativa. A estrutura hierárquica é meramente ilustrativa. Já houve desligamento de um advogado na semana anterior ao Natal sem ciência do "head" da área. Em contrapartida, quando o profissional pede saída, exige-se permanência prolongada em nome de “gentileza”, sob pena de ser tratado como ingrato. Vale lembrar que o regime adotado pelo escritório é o de advogado associado, ou seja, quando há dispensa, o profissional sai sem qualquer garantia. Essa lógica também se repete na política de bônus. Embora haja previsão de pagamento por desempenho anual e sua concessão ocorra em dezembro, o pagamento só ocorre em 20 de abril do ano seguinte e está condicionado à permanência até essa data. Isto é, o escritório pode dispensar o profissional até quase 4 meses após a apuração do desempenho e reter o pagamento, o que é totalmente incompatível com a boa-fé. Como se não bastasse, a diferença entre consultivo e contencioso é evidente. O consultivo concentra reconhecimento e proteção, enquanto o contencioso sustenta a operação com maior cobrança e exposição, ou seja, se você atua majoritariamente com contencioso, já entra no escitório em "desvantagem" e é visto como um profissional inferior. isso reflete na forma em que as eventuais falhas são tratadas, no contencioso, falhas operacionais e desvios sem prejuízo efetivo são tratados como desrespeito. No consultivo, erros com impacto real são tratados sem exposição. O critério não é o erro, é quem erra. Os procedimentos são definidos por uma gestão sem vivência prática no contencioso, gerando exigências desconectadas da realidade, que obviamente geram falhas operacionais. Quando falham, a responsabilização é novamente integralmente atribuída ao profissional, acarreta em alto turnover e retomamos o ciclo de "achar um culpado desde que não seja a gestão". Produtividade é confundida com presença. Permanecer por longas horas e demonstrar disponibilidade pesa mais do que qualidade técnica ou resultado, por isso aqueles que alegam trabalhar de madrugada ou abrir o escritório as 03h da manhã são tratados como exemplo de aderência a cultura insitucional, ainda que inexista qualidade técnica e as entregas se mostrem questionáveis. A exaustão é tratada como virtude, e qualquer tentativa de estabelecer limites é vista como falta de comprometimento. No fim, é um ambiente onde o erro é sempre seu, acertar nunca é suficiente e o êxito é sempre da instituição. Crescer não depende de capacidade técnica ou dos resultados, depende do nível de alinhamento com a gestão. Os exemplos se acumulam: um download de jogo em celular corporativo ou o uso de token diverso do autorizado pela gestão é tratado como falta de ética e desvio de caráter, a culpabilização de um profissional e de sua equipe por uma crise de ansiedade, reduzindo a “falta de propósito” e inúmeras micro agressões inerentes à rotina imposta. Em termos diretos: uma gestão narcisista, estruturada no ego do dono.

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1.0
May 31, 2026
Recommend
CEO approval
Business Outlook

Pros

Prós? Não existe NADA de pró neste lugar. Talvez a ilusão enquanto a venda não cai.

Cons

Em determinadas situações, contratações, desligamentos, remanejamentos de equipe e decisões relevantes são conduzidos sem qualquer participação ou ciência prévia da liderança formalmente responsável pela área. O resultado é uma dinâmica peculiar: a gestão existe para responder pelos resultados, mas nem sempre para participar das decisões que os produzem. A autoridade é limitada, mas a responsabilização é ampla. Quando os indicadores não correspondem às expectativas, as cobranças recaem sobre a liderança. Quando decisões estruturais impactam diretamente a equipe, a participação do gestor torna-se secundária. Na prática, cria-se um modelo em que a responsabilidade é descentralizada, enquanto o poder decisório permanece concentrado. Essa lógica contribui para o enfraquecimento da própria função de liderança, transformando cargos de gestão em posições meramente representativas. O gestor torna-se responsável por justificar problemas cuja origem, muitas vezes, está em decisões tomadas fora de sua esfera de atuação. A incoerência também se evidencia na forma como ocorrem os desligamentos. Enquanto a instituição reserva para si ampla liberdade para promover dispensas sem grandes justificativas ou períodos de transição, espera-se dos profissionais que decidem encerrar seu ciclo um comportamento quase sacrificial, pautado por longos períodos de permanência e demonstrações adicionais de lealdade. O tratamento dispensado aos egressos também merece reflexão. Em vez de reconhecer que o encerramento de uma relação profissional pode decorrer de escolhas legítimas de ambas as partes, frequentemente observa-se a construção de narrativas destinadas a justificar a saída perante equipes, clientes ou demais profissionais. Contribuições anteriormente valorizadas passam a ser relativizadas e, não raramente, substituídas por versões que atribuem exclusivamente à instituição qualquer mérito obtido durante a trajetória profissional. Em alguns casos, procedimentos internos e alegações posteriores ao desligamento parecem surgir com velocidade incompatível com a ausência de registros ou preocupações anteriores, gerando a percepção de que determinados mecanismos podem ser utilizados mais como instrumentos de contenção reputacional do que efetivamente de apuração. O padrão observado é semelhante ao encontrado em diversos pontos da estrutura: a dificuldade de admitir falhas institucionais e a necessidade constante de encontrar explicações externas para problemas internos. Quando alguém permanece, é valorizado como exemplo da cultura. Quando sai, passa a representar tudo aquilo que a cultura afirma combater. Essa lógica pode até preservar narrativas no curto prazo, mas dificilmente contribui para a construção de um ambiente saudável, maduro e sustentável no longo prazo. A verdadeira maturidade organizacional não está na capacidade de atrair profissionais talentosos, mas na capacidade de conviver com divergências, respeitar decisões legítimas de desligamento e realizar autocrítica quando os mesmos problemas continuam surgindo apesar da constante renovação das pessoas. Se as pessoas mudam e os problemas permanecem, talvez seja o momento de direcionar a análise para além dos indivíduos e examinar, com honestidade, a estrutura que os produz.

2
5.0
Feb 18, 2025
Recommend
CEO approval
Business Outlook

Pros

Escritório vem crescendo e vencendo desafios no mercado jurídico e com isso abre a possibilidade de crescimento de diversos integrantes da equipe. O escritório acredita que o maior ativo está nas pessoas, por isso nunca mede esforços para pagar estudo a seus funcionários, muitas vezes o sócio tirando dinheiro do próprio bolso para proporcionar isso. Existe diversas políticas dentro do escritório e a cada ano os valores institucionais ficam mais evidentes, e o profissional que não se encaixa aos padrões e nível estabelecido dificilmente permanecem. Todos tem chances iguais, inclusive ex estagiários estão sendo forjados ao caminho de liderança.

Cons

Como todo negócio os desafios são constantes e diários, muitos dos problemas têm origem pelo momento de crescimento do escritório (acredito que seja normal). Alguns profissionais que não se enquadram à cultura e valores do escritório e acabam contaminando demais pessoas.

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