Pros
Ótimo para saber em qual tipo de ambiente você não quer trabalhar
Cons
Se denominam “agência boutique” porque quanto mais baratearem a mão de obra melhor. Você é contratado como assessor de imprensa, mas chegando lá também vira social media, aí percebe que todo mundo tem dupla função ali. O assessor de imprensa que também é de eventos, o assessor de imprensa que também é do marketing, o assessor de imprensa que também é do comercial, só falta ter o assessor de imprensa que também é do RH. Isso me impressiona muito levando em consideração que a casa tem clientes tão bons, mas aparentemente não podem contratar pessoas para essas outras funções e precisam usar o que já têm ali. Ah, e com salários baixíssimos. Então na entrevista você é assessor, mas depois de contratado você tá fazendo artezinha no Canva pra promover a própria agência.
Omitir uma coisinha aqui e ali também deve ser da política. Te contratam para substituir um atendimento, mas ele não pode saber disso em hipótese alguma, porque vai “desmotiva-lo”. Daí quando é sua vez de ser substituído, dizem que estão com pessoas sobrando na agência, mas no dia anterior abriram vaga para a sua posição. Tem um padrão de omissão aí, né?
Mas tudo bem, tudo isso é para garantir que ninguém vai sair da empresa falando mal e no ano seguinte o selo GPTW vai estar renovado. Selo esse, que é a maior furada corporativa de todas. A forçação de barra com “cultura” chega a ser constrangedora. Olha como são cool e descolados, eles fazem tiktok, meu! Deveria ter uma cláusula no contrato pedindo a autorização de imagem dos funcionários, se eu tivesse poder de escolha, nunca permitiria minha imagem associada a essas pataquadas.
Mas é isso, é a crise das empresas moderninhas de comunicação.