A empresa é nova no Brasil, com um discurso inovador e promissor. Mas o que se vê no processo seletivo é o oposto do que se espera de uma organização moderna: falta de clareza, promessas que não se cumprem e ausência total de respeito com os candidatos.
Informações básicas como salários, turnos, datas de início e até o próprio andamento do processo são tratadas de forma vaga ou simplesmente não comunicadas. Candidatos são aprovados verbalmente, criam expectativas, deixam de participar de outros processos — e depois enfrentam o famoso ghosting. Nenhuma resposta, nenhum retorno, nenhum cuidado.
Isso não é só desrespeito: é falta de profissionalismo e de visão estratégica. Recrutadores e gestores são a porta de entrada de uma empresa. Se eles demonstram desorganização, comunicação falha e falta de compromisso logo no primeiro contato, já se pode imaginar como será a cultura interna.
A empresa precisa, urgentemente, aprender sobre experiência da jornada do candidato (tão importante quanto a do cliente), treinar seu RH e gestores para agir com transparência e cumprir o que promete. Do contrário, vai continuar queimando sua imagem no mercado e afastando talentos.
Respeito, clareza e compromisso são o mínimo para qualquer processo seletivo sério. Ghosting, informações vagas e promessas vazias não podem ser normalizados.