O processo seletivo na Maple Bear Jundiaí estava caminhando normalmente. Já havia feito entrevista online com uma pessoa, uma entrevista perfeitamente normal, e realizado uma espécie de prova escrita. A primeira entrevistadora havia demonstrado interesse em que eu continuasse com a seleção e me encaminhou para entrevista presencial com outra pessoa. E aí o problema começou. A segunda entrevistadora parecia não ter lido meu currículo e, a julgar pelas suas perguntas, parecia ou bastante despreparada para realizar uma entrevista ou já tinha em mente quem queria e estava me fazendo perder tempo. Ela afirmava que eu não tinha experiência na disciplina para a qual me aplicava, quando, na verdade, não apenas tinha formação na disciplina como experiência de pelo menos 10 anos de ensino dela. Eu a corrigi, educadamente, três vezes sobre isso, inclusive apontando, no currículo, onde estavam as informações. Ela queria que eu dissesse o que faria em determinadas situações em sala de aula, mas não conseguia me explicar as situações com clareza, a ponto de eu precisar fazer várias perguntas para poder, em primeiro lugar, compreender a situação hipotética e aí sim, responder o que eu faria. Na pergunta seguinte, ela cometeu um erro conceitual sério para quem trabalha com educação: confundiu "metodologia de projetos" com as "unidades temáticas" do conteúdo programático. Inicialmente, acreditei que ela havia feito alguma confusão nominal, mas, no fim percebi que era conceitual mesmo. Não vi saída a não ser dizer para ela o que "eu entendia" (na verdade, o que as teorias pedagógicas entendem) sobre metodologia de projetos e unidades temáticas... também, educadamente... mas ela insistia que eram a mesma coisa e que provavelmente, eu é que estava errada. Foi a entrevista mais cansativa que já participei. Saí de lá com a sensação de tempo e dinheiro desperdiçados (havia viajado por 4h para realizar a entrevista).
Classifiquei a entrevista como difícil não por conta do conteúdo dela, mas por conta da atitude da entrevistadora.