Recentemente participei de um processo seletivo na Woba. Fui abordada por uma recrutadora e, no início, a experiência parecia muito positiva. O processo durou mais de um mês, o que por si só já foi frustrante. Passei pela primeira fase, com entrevista com o RH, depois segui para a entrevista com o gestor e, por fim, fiz o teste, etapa na qual aparentemente fui reprovada.
Não ter sido selecionada faz parte de qualquer processo seletivo. O problema foi a forma como tudo aconteceu depois dessa etapa. A pessoa responsável pela aplicação do teste afirmou que eu teria um retorno até o dia seguinte. Esperei duas semanas sem qualquer resposta, mesmo após tentar contato por e-mail e mensagem, tanto com o RH quanto com a responsável pela etapa. Só mais tarde descobri que essa colaboradora estava afastada por motivos de saúde. Quando consegui contato com ela pelo LinkedIn, ela disse que havia retornado e que me daria um feedback. Novamente esperei mais duas semanas, sem retorno algum.
Ao buscar um posicionamento com o RH, recebi um e-mail completamente genérico. Não mencionaram meu nome, nem o nome da vaga, e o texto era claramente uma mensagem automatizada, sem o mínimo cuidado com a revisão. Até mesmo o link da pesquisa de satisfação, que deveria estar no corpo do e-mail, veio apagado.
Essa foi a minha experiência com a Woba. E, sinceramente, considero muito preocupante ver uma área que lida com pessoas tratar candidatos com tanto descaso. Passei semanas ansiosa esperando por uma simples resposta. Mesmo que fosse um não, seria melhor do que o silêncio.
Pensei em responder por e-mail ou me posicionar publicamente no LinkedIn, mas acredito que tudo o que fazemos para os outros retorna de alguma forma. Talvez a recrutadora nunca tenha enfrentado um período de desemprego, mas acredito que, um dia, ela vá passar por isso, como quase todo mundo em algum momento da vida. Quando esse dia chegar, talvez ela se depare com pessoas que tenham o mesmo tipo de postura que ela teve comigo. E só assim, sentindo na pele, pode ser que ela consiga refletir e mudar sua forma de agir.
Empatia, respeito e a capacidade de se colocar no lugar do outro não são qualidades que todos desenvolvem naturalmente. Infelizmente, algumas pessoas só despertam para isso quando são obrigadas a viver o outro lado.
Deixo aqui minha sugestão para que a empresa reavalie com atenção os critérios de avaliação de candidatos e, principalmente, a conduta dos profissionais que conduzem os processos. Não se trata apenas de profissionalismo. Trata-se de respeito com quem está do outro lado.